O Nascimento da Cecilia – Relato de parto

por Joana Adnet

Estava com 40 semanas e 6 dias e ainda sem sinais evidentes da proximidade do parto.
Era sexta-feira, 11/10/13, quando acordei de manhã com muita dor na lombar. Logo percebi que algo estava diferente.

A dor, antes meio difusa e irregular, começou a apresentar um padrão ritmado e resolvi entrar no banho morno pra ver o que acontecia. Engrenou.

Meu marido, que tinha viagem e compromissos marcados, teve que sair desmarcando tudo e passou a manhã nessa função. Eu me recolhi no quarto e me entreguei ao processo. Continuar lendo

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Relato de Parto Ju e Biel

por Júlia Linhares

A data prevista para o parto era dia 23 de março de 13, na minha cabeça ele nasceria dia 19 ou 20 de março. Algo me dizia que ele seria do signo de peixes.

Fiz 39 semanas no sábado, dia 16 de março de 2013, e na hora de me arrumar para dormir, fui fazer xixi e ao me limpar percebi que meu tampão mucoso começou a sair.

Pronto, o processo de alguma forma estava começando naquele momento. Racionalmente sabia que o trabalho de parto (TP) poderia começar nas próximas horas ou demorar uma semana, mas fato é que ele ia começar. Terminei de me arrumar e fui dormir. Continuar lendo

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Amamentação – atenção aos percalços!

por Fernanda Barreto e Joana Brazil

Amamentação é assunto que pode gerar muita confusão. Tem sempre uma opinião, um conselho e uma mandinga.

Antes de ter meu filho, minha única preocupação era se teria leite, pois conhecia alguns casos de pessoas próximas que não tinha conseguido amamentar, por terem pouco leite e este ter secado muito cedo. Qual não foi minha surpresa no dia da apojadura (quando desce o leite), vendo aqueles peitos enormes, que pareciam não me pertencer, jorrando leite à menor encostada, e completamente duros, empedrados, logo de início.

Eu não tinha muito conhecimento a respeito, e fiquei bastante assustada. A partir dali, iniciaria uma sequência de dificuldades, pesquisas e muito choro, que por fim resultaria em um desmame precoce, ocasionado por uma combinação de alguns fatore: uma jornada verdadeiramente difícil, com muitos problemas; falta de informação prévia para lidar com os problemas assim que eles aparecessem e; falta de uma rede de apoio que segurasse minha mão, que me dissesse que era possível e me ajudasse a perseverar.

Hoje me sinto angustiada quando sei de pessoas passando pelas mesmas dificuldades que eu passei, e decidi listar aqui alguns dos problemas por que passei, a fim de trazer uma luz que possa ajudar quem ainda passa ou está prestes a passar por isso. Compartilho neste texto o que aprendi na minha curta, porém intensa saga de amamentação.

Ressalvo que não sou médica nem da área de saúde, logo, por favor, se tiver escrito algo questionável, ou se as leitoras tiverem mais dados a acrescentar, por favor, o façam nos comentários. Continuar lendo

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Ginástica pós-parto  

O parto passou, o bebê chegou e tornou-se o centro das atenções. Mas pouca gente se lembra de orientar a mãe na recuperação pós-parto. E, mesmo depois do mais tranquilo dos partos, seja cesárea ou natural, um corpo que abrigou um bebê por cerca de quarenta semanas não se recupera da noite para o dia. Incontinência urinária, diástase e dificuldades para retomar a vida sexual são mais comuns do que se imagina.

Pensando nessa recuperação, médicos na Alemanha, onde moro, orientam as mamães a fazerem a ginástica de recuperação.

Trata-se de um curso de dez aulas recomendado no pós parto, com dicas práticas de recuperação, esclarecimento de dúvidas sobre o puerpério e exercícios físicos. Como esse tipo de informação parece escasso no Brasil, vai aqui minha contribuição.

Mas atenção! Eu não sou fisioterapeuta! Essa é apenas uma descrição de dois exercícios-base que aprendi. É sempre melhor um atendimento personalizado com um profissional. E certifique-se com seu médico se não existe qualquer impedimento para você, especialmente em caso de qualquer complicação que tenha ocorrido durante o parto.

O que é

Conjunto de exercícios para a recuperação após o parto, com foco na musculatura do assoalho pélvico, barriga e costas, estas no contexto da amamentação. Previne dores, ajuda no retorno do útero, previne diástase, fortalece o assoalho pélvico resolvendo o problema da incontinência urinária, entre outros benefícios.

Quando começar

Depende da recuperação. Eu comecei duas semanas após o nascimento do meu filho, liberada pela parteira que me acompanhou no resguardo. Na minha turma, a maioria começou depois de um mês. Consulte seu médico antes de iniciar uma atividade física.

Para logo após o parto, a única recomendação que me deram ainda na maternidade foi deitar de bruços (parto normal, em caso de cesarea é ruim por causa dos pontos). Tirando isso, a dica foi não ficar muito tempo numa posição só. Sentar, deitar, andar, descansar, enfim… Procurar intercalar sempre que se cansar de uma posição ou de andar, sempre respeitando os próprios limites.

Assoalho pélvico

“Colher florzinhas”

Sente-se no chão ou em uma cadeira, com a coluna ereta. Inspire. Expire de forma controlada fazendo o som “shhhhhhhh”, enquanto vai contraindo a musculatura pélvica, como se fosse prender o xixi. Devagar e controladamente. Preeeeeeeeenda. Segure. Sooooooooolte, relaxando controladamente enquanto inspira. Aqui eles falam pra imaginar a musculatura colhendo florzinhas onde vc está sentada.

Você pode fazer isso em qualquer lugar. Em casa, no trabalho, no ônibus. Também pode combinar com outros exercícios, na bola de pilares, ou com algumas posições de yoga.

Ao espirrar ou tossir – Não tossir ou espirrar curvando o corpo para a frente, tossindo para baixo. Com a coluna ereta, tossir ou espirrar para o alto e para o lado.

No banheiro, sentar-se ereta no vaso, não curvar o corpo pra frente.

Barriga

Esse é um exercício simples para a musculatura abnominal voltar ao lugar. Não faça abnominais até a musculatura retornar! Você não quer enrijecer sua barriga fora do lugar.

Para checar a musculatura: deite-se no chão, barriga para cima, pernas estendidas. Levante a cabeça e coloque o dedo entre as placas abnominais, procurando uma fenda entre elas. Se a distância entre elas for de no máximo cerca de 2cm, está ok. Mais do que isso é muito. Os músculos tb não podem subir formando uma “cabaninha”.

O exercício: inspire levando o ar para a barriga. Expire controladamente fazendo “shhhhhhhhg” enquanto encolhe a barriga. Como se fosse colar o umbigo nas costas. Vá ao limite, e segure. Relaxe de forma controlada enquanto inspira, soltando a barriga.

Pode-se fazer esse deitada de barriga pra cima, de bruços, de lado, em pé, trocando uma fralda, no chuveiro, andando. Sempre atenta à postura! Coluna alinhada, ombros não curvados pra frente. Pode combinar com outros exercícios também, como agachamentos ou bola de pilates, ou algumas posições de yoga. Em “modo avançado”, pode combinar esse com o do assoalho pélvico descrito anteriormente.

Esses são os básicos que aprendi aqui. Simples assim! Fiquei basicamente neles, combinando um pouco com yoga. Tem uma posição em que vc deita com pernas apoiadas no chão e suspende o bumbum (esqueci o nome…) que é ótima pra combinar com eles.

Tem um link do babycenter alemão com mais informações e dicas aqui: http://www.babycenter.de/a8954/rückbildungsgymnastik

O tradutor on-line não é perfeito, mas já dá para ter uma ideia geral.

E, por fim, vale a pena procurar um fisioterapeuta que dê esse tipo de orientação.

Desejo uma boa recuperação às mães em recuperação, e espero que essas dicas ajudem.

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Mãe suficientemente boa

por Cristiana Boavista Quartin

Gosto muito da idéia winnicotiana de que a criança precisa de uma mãe suficientemente boa. A mãe suficientemente boa é humana, tem limites físicos, psíquicos, emocionais, financeiros e, principalmente com todo instinto materno, tem interesses na vida, que INCLUEM, mas vão além do filho. Porque se tem uma coisa, a mais importante de todas, que eu acredito que se possa passar para uma criança é que a vida é preciosa, boa e interessante! Isso se faz evitando um aditivo químico cancerígeno num alimento, tendo informação, mas sobretudo com o sorriso verdadeiro, que às vezes só pode surgir quando nos reconhecemos como seres desejantes, às vezes, até de um brigadeiro! Ou não… Continuar lendo

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Manual de etiqueta ao abordar uma mãe com um bebê — em 10 lições

por Ana Luz

Prezados habitantes de um universo paralelo ao meu (onde você não carrega um bebê por aí aonde quer que vá): este texto é pra você, que ao encontrar uma mãe com um simpático bebê na rua, acaba interagindo com a dupla. Seguem algumas dicas de etiqueta para a interação. Continuar lendo

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Coisas que eu disse que jamais faria… e faço!

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fragilidade e força

por Fernanda Barreto

Eu acho que toda essa fragilidade que toma conta da gente no puerpério existe justamente pra dar conta da força que também nasce com ele.

Paradoxos da vida.

A gente chora pra ter mais força.

A gente se sente fraca para encontrar mais força.

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I Saaanto Encontro

“Foi bonita a festa, pá. Fiquei contente. Ainda guardo, renitente, um velho cravo para mim.”

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Foi neste sábado nosso encontro. O primeiro GRANDE encontro. Um encontro de mulheres empoderadas, homens especiais e crianças de olhares brilhantes. Um encontro da roda solidária que se forjou na maternagem consciente, na rede de apoio mútuo, no coletivo. Com direito a mais de 300 pessoas, 7 oficinas de atividades, 3 rodas de conversa, 14 stands de produtos de mães empreendedoras e/ou simpatizantes, 11 presentes sorteados, 1 feijoada vegana, 1 roda de música de encerramento e centenas de bottons distribuídos, em meio a muita música, dança, alegria, solidariedade e sorrisos! Continuar lendo

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Não sou a melhor mãe do mundo

por Débora de Magalhães

Para começar, assim, logo de cara, preciso confessar: eu não sou a melhor mãe do mundo.

Eu até tentei ser, se não a melhor ou uma das melhores, uma bem boa, dessas que a gente se orgulha de ser ou ter. Durante a gravidez até achei que estava acertando. Continuar lendo

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